Imagine você de plantão no Alabama, EUA. Tudo tranquilo -
até porque você não dá mais tanta sutura como no tempo de liseira do Internato - quando chega um paciente de 48 anos que se queixa de déficit visual em olho esquerdo. Você, doutor, sai à procura de algum corpo estranho que seja a causa do desconforto. Nada encontra. Inconformado, se contorce para realizar uma fundoscopia desse olho. O que encontra?

Voilà!
Miíase ocular?
Sim, doutor. A larva encontrava-se na mácula, formando uma lesão arqueada, como se observa na figura A. Prepararam uma "cilada" com fotocoagulação a laser para eliminá-la, mas ela foi mais rápida e migrou antes do procedimento ser realizado. Depois de 4 dias de tratamento com tiabendazol, uma nova fundoscopia foi realizada e revelou-se uma larva de mosca segmentada navegando no humor vítreo. O paciente foi submetido à vitrectomia, e 8 semanas após à cirurgia, já tinha diminuição das lesões da retina, assim como melhora na acuidade visual.
Artigo disponível no
NEJM